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Brisa & Ventania
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Predestinada à tua órbita, 
Que te importa, estrela, a noite? 
Rola, bem-aventurada, através do tempo! 
Que a sua miséria te permaneça estranha. 
A tua luz está destinada ao mais distante dos mundos: 
A piedade deve ser-te um pecado. 
Admite apenas uma lei: sê pura! 


Friedrich Nietzsche, Moral Estelar, em “A Gaia Ciência”

Sim! A minha ventura quer dar felicidade; Não é isso que deseja toda a ventura? Quereis colher as minhas rosas? Baixai-vos então, escondei-vos, Entre as rochas e os espinheiros, E chupai muitas vezes os dedos. Porque a minha ventura é maligna, Porque a minha ventura é pérfida. Quereis apanhar as minhas rosas? 

Friedrich Nietzsche, As Minhas Rosas, em “A Gaia Ciência”


 
Zoom Info
Camera
Canon EOS 20D
ISO
100
Aperture
f/4
Exposure
1/320th
Focal Length
77mm

Sim! A minha ventura quer dar felicidade; 
Não é isso que deseja toda a ventura? 
Quereis colher as minhas rosas? 
Baixai-vos então, escondei-vos, 
Entre as rochas e os espinheiros, 
E chupai muitas vezes os dedos. 
Porque a minha ventura é maligna, 
Porque a minha ventura é pérfida. 
Quereis apanhar as minhas rosas? 

Friedrich Nietzsche, As Minhas Rosas, em “A Gaia Ciência”

 

empessoa:

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo, 
Nem sequer de tudo ou de nada: 
Cansaço assim mesmo, ele mesmo, 
Cansaço. 

A subtileza das sensações inúteis, 
As paixões violentas por coisa nenhuma, 
Os amores intensos por o suposto em alguém, 
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —; 
Tudo isso faz um cansaço, 
Este cansaço, 
Cansaço. 

Há sem dúvida quem ame o infinito, 
Há sem dúvida quem deseje o impossível, 
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: 
Porque eu amo infinitamente o finito, 
Porque eu desejo impossivelmente o possível, 
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, 
Ou até se não puder ser… 

E o resultado? 
Para eles a vida vivida ou sonhada, 
Para eles o sonho sonhado ou vivido, 
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto… 
Para mim só um grande, um profundo, 
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço, 
Um supremíssimo cansaço, 
Íssimno, íssimo, íssimo, 
Cansaço… 

Cansaço, Álvaro de Campos, in “Poemas” 

empessoa:

Tenho uma grande constipação, 
E toda a gente sabe como as grandes constipações 
Alteram todo o sistema do universo, 
Zangam-nos contra a vida, 
E fazem espirrar até à metafísica. 
Tenho o dia perdido cheio de me assoar. 
Dói-me a cabeça indistintamente. 
Triste condição para um poeta menor! 
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor. 
O que fui outrora foi um desejo; partiu-se. 

Adeus para sempre, rainha das fadas! 
As tuas asas eram de sol, e eu cá vou andando. 
Não estarei bem se não me deitar na cama. 
Nunca estive bem senão deitando-me no universo. 

Excusez un peu… Que grande constipação física! 
Preciso de verdade e da aspirina. 

Tenho uma Grande Constipação, Álvaro de Campos, em “Poemas” 

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